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Como este site funciona

O Ficha Aberta organiza registros públicos sobre quem exerce poder no Brasil. Nada aqui é opinião editorial sobre pessoas: cada relação, processo e número exibido carrega a fonte ao lado. Esta página documenta os três compromissos do projeto: quem entra, o que cada informação exige e como o índice de alcance institucional é calculado.

Não há avaliação de mérito. O portal não julga conduta, não atribui culpa e não faz ranking de honestidade. Denúncia e investigação não significam condenação: presume-se a inocência até a decisão final. Condenações anuladas, prescritas e absolvições são sempre registradas junto com a acusação a que respondem.

o que tem aqui dentro

O mapa hoje

Os números abaixo são lidos do próprio arquivo que o mapa carrega, no momento em que esta página abre · não são um texto que alguém digitou e esqueceu de atualizar.

carregando…

critérios de inclusão

Quem entra no mapa

Uma entidade só entra por uma destas três portas · nunca por ser famosa ou rica:

  1. Cargo politicamente exposto. Pessoas que ocupam (ou ocuparam há menos de 5 anos) cargo que a norma federal brasileira define como de exposição política · a lista da Resolução COAF nº 40/2021: mandatos eletivos federais, ministros de Estado e dirigentes de estatais, cúpulas do Judiciário, do Ministério Público e dos tribunais de contas, dirigentes nacionais de partidos, governadores, prefeitos e equivalentes. O critério vem dessa norma, não é escolha nossa. Entram também os deputados estaduais e distritais, pela mesma lógica de mandato eletivo: são eles que decidem orçamento, saúde, segurança e educação em cada estado.
  2. Relação documentada com quem já está no mapa. Pessoa ou empresa privada só entra se houver registro público com fonte ligando-a a alguém da porta 1: doação eleitoral declarada, sociedade registrada, nomeação, contrato, atuação processual. A relação carrega a fonte; sem fonte, não existe para o mapa.
  3. Organização que é parte de relação documentada · órgão público, empresa, partido ou entidade citada em registro oficial junto a alguém do mapa.

Nome de vítima não entra. Pessoa privada sem relação documentada com o poder público não entra, por decisão de projeto e pela LGPD.

regras editoriais

O que cada informação exige

como a pesquisa é feita

Quem verifica, e contra o quê

Parte do conteúdo vem de dados abertos, que se conferem sozinhos: a API da Câmara diz como cada deputado votou, e não há o que interpretar. Outra parte depende de pesquisa em fontes públicas, e é aí que erro entra. O processo tem três filtros, nessa ordem:

  1. Busca. Frentes independentes procuram em fontes primárias (diários, processos, portarias, relatórios de CPI) e em imprensa identificada.
  2. Contestação. Cada achado vai para um verificador cuja tarefa é derrubá-lo: ele abre o endereço da fonte e checa se a página sustenta a frase exatamente como escrita. Na dúvida, o achado cai. Erros que esse filtro já pegou: fonte publicada antes do fato que ela supostamente provava, frase que não existia na matéria, data trocada, e nome de pessoa privada onde não podia haver.
  3. Contenção. O que sobrou passa por uma última leitura, que corta o que é tecnicamente verdadeiro mas induz a conclusão errada.

Na última rodada sobre o setor de apostas, 73 achados brutos viraram 25 depois da contestação e 23 depois da contenção · dois em cada três foram descartados. O número é a medida do filtro, não do assunto.

o índice

Alcance institucional (o tamanho das bolinhas)

Cada entidade recebe um índice de 0 a 100 que responde a uma pergunta só: que alcance as decisões desta entidade têm, e o quanto disso está documentado? O componente de cargo controla o tamanho do nó no mapa (por isso a legenda diz "tamanho = alcance institucional do cargo"); o anel em volta do nó mostra as conexões documentadas; e o índice completo aparece com a conta aberta no painel. O que ele não é: medida de conduta, de honestidade ou de culpa · processo judicial não pontua, de propósito, para que "bolinha grande" nunca signifique "mais processado".

índice = 60% × cargo + 30% × conexões documentadas + 10% × patrimônio declarado

1 · Cargo (60%)

Uma rubrica pública · inspirada nos índices de poderes formais da ciência política (Shugart & Carey, Presidents and Assemblies, 1992) · dá a cada categoria de cargo quatro notas de 0 a 4: estabilidade (vitalício > mandato longo > demissível), alcance territorial da decisão, orçamento comandado e poder de nomear. A soma vira 0-100. Quem deixou o cargo vale metade: sem o poder de decisão formal, resta a influência residual que a própria norma de PEP reconhece em quem se desligou. A rubrica é juízo editorial exposto: a tabela abaixo vem do mesmo arquivo que o mapa usa · o método publicado e o método aplicado não têm como divergir.

categoriaestabilidadealcanceorçamentonomeaçãocargo /100

2 · Conexões documentadas (30%)

Conta as relações com fonte que a entidade tem no grafo, agrupadas por tipo, em escala logarítmica e com teto por grupo (tabela abaixo) · 200 doações registradas não valem 200 vezes uma. Por que não usamos PageRank ou centralidade sofisticada: este grafo é curado à mão, então métricas recursivas mediriam o nosso esforço de pesquisa, não o poder de alguém. Grau com teto limita esse viés e é explicável em uma frase. Tipos judiciais (processo, investigação, delação, defesa, benefício) ficam fora desta conta.

grupoaneltipos de relaçãopesoteto de pontos

3 · Patrimônio declarado (10%)

Última declaração de bens ao TSE, quando existe, em escala logarítmica: R$ 100 mil → 0 pontos, R$ 1 bilhão → 100. Quem nunca declarou (a maioria das entidades) recebe 0 neste componente · o peso baixo existe exatamente porque a cobertura é parcial.

Limitações que você deve conhecer. O grafo é incompleto por construção: relação que não encontramos com fonte não existe aqui, e isso NÃO significa que não exista no mundo. O componente de conexões reflete o que já foi documentado · um perfil pouco pesquisado pontua menos. A rubrica de cargos é uma escolha editorial publicada nesta página e aberta a contestação; discorde dela com argumentos e ela pode mudar.

Deputados estaduais: o que a fonte prova e o que ela não prova. Os 1.017 deputados estaduais e distritais no mapa vêm do resultado oficial da eleição de 2022, publicado pelo TSE. O que esse dado prova é que a pessoa foi eleita para o mandato de 2023 a 2027 · por isso é essa a frase publicada. Ele é do dia da eleição e não acompanha o que muda depois: morte, renúncia, cassação, licença ou suplente que assumiu. Dizer "é deputado hoje" seria afirmar mais do que a fonte sustenta.

O setor de apostas. O mapa registra quem atua no mercado de apostas e as ligações entre essas pessoas e empresas: influenciador contratado para divulgar, dono de casa de apostas, agência que intermedeia o contrato, clube patrocinado e parlamentar que legislou sobre o tema. Apostar, operar e anunciar aposta são atividades legais no Brasil desde a Lei 14.790/2023 · a camada existe pelo interesse público do assunto, não para acusar quem trabalha nele. O selo de apostas na ficha marca vínculo com o setor (publicidade, patrocínio, sociedade, doação, contrato). Relatar um projeto de lei ou presidir uma CPI não gera selo: exercício de mandato não é vínculo, e tratá-lo como tal transformaria o trabalho do parlamentar em suspeita.

Voto e emenda no mesmo município. Quando a ficha tem os dois dados, uma seção descreve o padrão geográfico das destinações municipais e dos votos de 2022. Destinar emenda para a própria base eleitoral é legal e esperado num sistema de representação. Coincidência entre voto e emenda não é indício de irregularidade. Correlação é número descritivo: não é intenção nem prova. A página não afirma que um município melhorou ou piorou por ter recebido, e não publica ranking de suspeita. Múltiplo, Nacional e destinação à UF não entram no cruzamento: não são município.

Mapa Nacional. O modo desenha o contorno das 27 Unidades da Federação (malha de UF do IBGE, simplificada) e coloca cada bolinha na sede ou na UF de representação. Empresa vai ao município da sede no cadastro da Receita; órgão, à sede; parlamentar e governador, à UF que representam; deputado estadual, à UF da assembleia. Quem não tem lugar próprio (partido nacional, órgão federal) vai a Brasília. A posição não é residência nem o território onde o dinheiro foi gasto · este site não publica endereço de pessoa. Quem cai no mesmo ponto se espalha em espiral dentro da UF, sem aleatoriedade: a mesma entidade cai sempre no mesmo lugar. O tamanho da bolinha continua sendo o alcance institucional. O arquivo permanente de layout do grafo não muda: as posições do modo são calculadas na entrada e devolvidas ao sair.

Malha, indicadores e o que é método. A malha municipal (código IBGE e nome) usada neste site foi preparada no projeto Caravela a partir da geometria do IBGE. Logo da Caravela. A empresa forneceu a base cartográfica e não responde pelo conteúdo do site. Malha municipal preparada no projeto Caravela · geometria IBGE A Caravela forneceu a base cartográfica e não responde pelo conteúdo do site. População estimada, área, PIB e PIB per capita vêm do IBGE (SIDRA). O IDHM e as três dimensões (renda, longevidade, educação) vêm do Atlas do Desenvolvimento Humano (PNUD, Ipea e FJP). Receita e despesa municipal, quando publicadas, vêm do SICONFI / Tesouro Nacional. Indicador de saúde e de educação, quando publicados, vêm da fonte pública nomeada ao lado (Atlas ou INEP). Nenhum desses números é da Caravela, e nenhum leva o selo visual dela. Índices proprietários da Caravela (GAP Saúde, IOC Comercial) não estão neste repositório; o selo só entra ao lado de indicador integralmente dela, e marca origem de dado, não endosso do conteúdo político. Gini e correlação de Spearman são método estatístico calculado neste site sobre os valores de emenda e de voto; não são dado bruto da fonte. Moran/LISA, quando publicados, são o mesmo tipo de método, não dado bruto.

O jogo. A aba do jogo do dia sorteia 10 perguntas iguais para todos, pela data, sem acaso no navegador. O treino filtra por nível e trilha. Fácil é fato cívico do glossário. Intermediário é número publicado no site. Difícil é caso, desfecho e detalhe. Justiça só entra com desfecho (condenação transitada, absolvição ou arquivamento) e com o escopo "entre os registrados neste mapa": este recorte não é censo. Toda pergunta nasce de um modelo com lacuna; a auditoria reconstrói a resposta a partir do dado e quebra se divergir. Depois de responder, a fonte e o link interno ("veja a ficha", "veja o retrato do estado") aparecem. A grade compartilhada mostra só acerto, erro, data e o endereço do site, sem o enunciado.

Falta o Maranhão. São 42 cadeiras, e elas não estão aqui: no arquivo do TSE a coluna que informa quem foi eleito vem vazia para todo o legislativo do estado. Dá para deduzir o resultado refazendo o cálculo de quociente eleitoral, e é exatamente por isso que não fazemos · um erro nessa conta publicaria como eleito alguém que não foi. Preferimos o buraco declarado à precisão inventada. Entra quando houver conferência nome a nome.

fontes

De onde vêm os dados

Os dados oficiais são reprocessados automaticamente todos os dias; o feed de notícias, a cada 3 horas. A data da última rodada que passou limpa fica abaixo e no rodapé das fichas: se envelhecer, a atualização automática pode ter falhado.

carregando data da última rodada…

erros

Encontrou algo errado?

Todo dado exibido tem a fonte ao lado · o primeiro passo é conferi-la. Se a fonte não sustenta o que está escrito, o dado sai ou é corrigido: essa é a regra mais antiga do projeto. Um canal público de correções está em preparação e será publicado aqui.